Usuários reclamam da demora dos ônibus durante a greve em Teresina
A greve por tempo indeterminado, é por conta do não pagamento dos benefícios dos cobradores e motoristas.
A greve do transporte público que começou nesta terta-feira (13), ainda pegou muitos usuários de surpresa, que passaram até mais de duas horas nos terminais de ônibus esperando.
A paralisação por tempo indeterminado, é por conta do não pagamento dos benefícios dos cobradores e motoristas, entre outras reivindicações.
A merendeira Maria de Fátima passou duas horas em uma das paradas esperando pelo transporte coletivo e se mostrou revoltada com a situação. “Eu acho um absurdo né? As pessoas ficar tudo nas paradas esperando ônibus e não passa nenhum. Já está com duas horas que eu estou aqui e nunca passou nenhum”, declarou.
Outra usuária afirmou que não sabia que haveria uma greve e que após mais de duas horas de espera, decidiu voltar para casa. “Eu nem sabia, vim trabalhar e me debati com essa greve aqui inesperada, muitas colegas que estavam na parada também não estavam sabendo da greve. Agora estou procurando um transporte pra voltar pra casa. Eu estava ali na Praça do Fripisa desde 6h30 da manhã”, Maria Lima.
Segundo o presidente do Sintetro, Ajuri Dias, a greve não tem data para acabar e a partir de amanhã deve rodar 30% dos ônibus, dos 40% que estavam circulando desde a pandemia.
“A gente tá alinhando com os empresários em relação em relação à questão da ordem de serviço, porque a Strans manda uma ordem, as empresas tem uma outra ordem de serviço, e nós estamos alinhando as ordens de serviço que seja igual pra gente liberar a questão dos 30%. Na realidade eu não sei o total que estava rodando [durante a pandemia], mas era em torno de 40%, vai rodar 30 dos 40”, informou.
Ajuri também afirmou que os empresários “acham que essa doença já passou” e afirmou que os trabalhadores estão sem EPI’s e que os protocolos de prevenção à Covid-19 não estão sendo seguidos.
“Tem a motivação das péssimas condições de trabalho, as quais estão sendo submetido o trabalhador, não temos estrutura nos terminais de final de linha, não temos EPI’s, não temos máscaras, não tem sanitização. E aí o que ocorre, com o passar do tempo os empresários acham que essa doença já passou, e aí não tem repassado mais os materiais dos protocolos de saúde que foram colocados durante o início da volta ao trabalho”, declarou o presidente do Sintetro.
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