Sílvio diz que Ministério Público tem que investigar contratos da gestão de Dr. Pessoa
O pré-candidato falou sobre os contratos da Prefeitura de Teresina celebrados com 12 empresas sem licitação por R$ 32 milhões.
Nesta sexta-feira (1º), o pré-candidato a prefeito de Teresina, Sílvio Mendes (União Brasil), falou sobre os contratos celebrados pela prefeitura na gestão de Dr. Pessoa com 12 empresas sem licitação, no mesmo dia. Além disso, foi identificado que dois desses empresários são investigados por improbidade administrativa pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. Os fatos foram divulgados através de reportagens publicadas pelo Viagora.
O médico declarou que o órgão ministerial deve cumprir seu papel de fiscalizar o cumprimento da lei e o caso precisa ser investigado.

“Sim, o Ministério Público tinha que investigar contratos como esses. E quantas coisas o Ministério Público não tem para investigar em relação à prefeitura? Você precisa me dizer quem vai investigar para saber se é ou não conveniente", pontua.
Sílvio Mendes ainda destacou o descompromisso da atual gestão, do prefeito Dr. Pessoa, que tem uma dívida milionária com fornecedores.
“Existe também a desconfiança do fornecer, a prefeitura está devendo mais de 600 milhões a fornecedores. Três empresas da Fundação Municipal de Teresina têm mais de 60 milhões para receber da prefeitura”, afirmou.
O pré-candidato, que também já foi presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), comentou sobre a situação da falta de medicamentos e materiais básicos na rede pública.
“Para comprar remédio um processo licitatório demora entre quatro a seis meses e a Justiça que julga tudo manda dizer que a prefeitura em 30 dias tem que colocar os insumos nos hospitais só se ela cometer irregularidades, porque ela não vai conseguir em 30 dias”, destacou.
Entenda o caso
A Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Educação, contratou, no mesmo dia, 12 empresas sem licitação ao custo total de R$ 32.856.000, 00 (trinta e dois milhões, oitocentos e cinquenta e seis mil reais) para aquisição de gêneros alimentícios perecíveis.
Conforme os contratos, os produtos serão destinados para a secretaria municipal de Educação, comandada por Reinaldo Ximenes da Silva. As contratações, firmadas no dia 18 de janeiro deste ano, têm vigência de 180 dias e visam garantir alimentação escolar dos alunos da Rede Pública Municipal de Ensino, matriculados no ensino fundamental, creches integrais, pré-escola, programa mais educação, EJA, escolas de ensino integral, escolas conveniadas e filantrópicas.
Após investigação minuciosa á reportagem detectou que dessas doze empresas contratadas, dois empresários são investigados pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, em duas ações de improbidade administrativa.
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