Rosa Weber prorroga prazo de inquérito contra Ciro Nogueira
A ministra deferiu pedido da Polícia Federal para prorrogação de prazo para conclusão das diligências investigativas em relação ao senador.
A ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber, relatora de inquérito contra o senador Ciro Nogueira que apura supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, deferiu prorrogação de prazo para conclusão das diligências investigativas. Em decisão do dia 08 de abril de 2019, ela atendeu à solicitação do delegado federal Rodrigo Borges Correia.
- Foto: Pedro França/Agência Senado
Senador Ciro Nogueira é alvo de inquérito no STF.
A Procuradora-Geral da República concordou com a dilação do prazo para encerramento do inquérito, possibilitando a realização das diligências. Rosa Weber considerou os fatos apurados, entendeu como razoáveis e proporcionais as diligências requeridas pela PGR. As autos foram encaminhados à Polícia Federal para conclusão das diligências no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar do envio dos autos.
A ministra assumiu a relatoria do caso em outubro de 2018. O Ministro Edson Fachin autorizou a instauração do inquérito e determinou a livre distribuição dos autos. O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, acolheu a manifestação e, com base nas razões expostas, determinou a livre redistribuição do inquérito, que foi parar nas mãos de Rosa Weber.
Sobre o caso
O inquérito foi instaurado a pedido da Procuradora-Geral da República para apurar supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro praticados, em tese, pelo senador Ciro Nogueira, pelo ex-ministro e atual prefeito de Araraquara-SP, Edson Antônio Edinho da Silva, e pelo executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud.
O objetivo é apurar suposto pagamento de propina ao senador em 2014 para que o partido apoiasse o PT, e em 2017, para que o Progressistas não apoiasse o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
No dia 22 de fevereiro deste ano, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compensação e cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador nas cidades de Teresina (PI), Brasília (DF) e São Paulo (SP).
O advogado de Ciro pronunciou-se sobre a ação da PF e denunciou “o direito penal do espetáculo”. “Tal constrangimento poderia ser evitado com a simples intimação do Senador para prestar esclarecimento pois, é evidente, este sempre se colocou à disposição do Poder Judiciário”, alegou a defesa.
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