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Jovens rurais têm mais escolaridade que os pais, revela pesquisa da SAF

Foram realizados 762 questionários com os participantes do programa Juventude Rural Transformadora.

Uma pesquisa realizada pela Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) revelou o perfil dos jovens rurais, que possuem um grau de instrução maior que os pais, pois buscam se qualificar para ajudar as suas famílias. Os dados foram coletados através de 762 questionários com os participantes do programa Juventude Rural Transformadora.

Conforme a SAD, a iniciativa do programa foi realizada em parceria com o Instituto Federal de Educação do Piauí (IFPI) e o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Foto: Geirlys Silva / SAFEncontro da Agricultura Familiar, Povos e Comunidades do Semiárido
Encontro da Agricultura Familiar, Povos e Comunidades do Semiárido

A partir dos dados, a pesquisadora Mireya Valencia, do Cebrap, afirmou que cerca de 36% dos jovens possui ensino médio e 26% estão cursando o ensino superior.

“A pesquisa trabalhou diversas camadas, mas o que mais chamou atenção é o grau de educação e instrução dos jovens e como isso diferencia da geração dos pais. No Piauí, graças à expansão do ensino médio e superior, muitos adolescentes têm tido acesso de maneira mais abrangente à educação e isso é um diferencial importante como indicador de inclusão social. Os jovens do programa têm uma inquietação muito grande, de conhecer mais os territórios”, disse.

Mireya reafirmou ainda a importância que o programa exerce na vida dos jovens, auxiliando no trabalho agrícola. “A pesquisa aponta que os jovens buscam estudar mais, eles querem continuar se qualificando para ajudar as suas famílias, comunidades e territórios”, diz a pesquisadora. Ela acrescenta que há sensibilidade na permanência em seus locais, mas os jovens buscam se aperfeiçoar para encontrar empregos dignos.

As políticas públicas teriam dado aos jovens, de acordo com a pesquisa, mais oportunidades com saúde, energia, educação e serviços. Mireya acredita que as políticas públicas podem garantir a inclusão dos jovens e suas famílias agricultoras.

“Os dados mostram que, para eles é melhor que a vida dos pais, somente uma geração já mudou significativamente sobre a qualidade do local onde mora”, afirma a pesquisadora, apontando a melhora da condição de vida dos jovens rurais em comparação com os seus pais.

Por: Alice Gabrielly.

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