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Piauí terá primeiro Instituto Nacional de Oncologia com apoio da Fapepi

O projeto sediado na UFPI recebe mais de R$ 4,1 milhões e reúne rede nacional e internacional para desenvolver terapias genéticas contra o câncer

O Piauí passa a integrar um novo patamar na pesquisa científica com a criação do primeiro Instituto Nacional de Oncologia Translacional, Inteligência Artificial e Terapias Gênicas (ONCOTTGEN). A iniciativa, sediada na Universidade Federal do Piauí, contará com investimento superior a R$ 4,1 milhões.

De acordo com o governo, o projeto é financiado por meio de uma parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Do total, cerca de R$ 2,99 milhões serão destinados pelo CNPq e R$ 1,18 milhão pela Fapepi.

Foto: Divulgação/ Governo do PiauíJoão Marcelo de Castro, professor da UFPI e coordenador do INCT ONCOTTGEN, ao lado do presidente da Fapepi
João Marcelo de Castro, professor da UFPI e coordenador do INCT ONCOTTGEN, ao lado do presidente da Fapepi

Conforme o governo, a aprovação ocorreu dentro da chamada nacional dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) e marca um momento histórico para o estado, com foco no desenvolvimento de pesquisas avançadas em terapias gênicas aplicadas ao tratamento do câncer, especialmente voltadas às demandas regionais.

O instituto terá sede no Centro de Ciências da Saúde da UFPI, em parceria com o Hospital Universitário da universidade, e foi idealizado pelo pesquisador João Marcelo de Castro e Sousa. A coordenação também conta com os pesquisadores Paulo Michel Ferreira, Dalton Dittz e Felipe Cavalcanti.

A proposta reúne mais de 20 instituições e cerca de 65 pesquisadores do Brasil e do exterior, formando uma ampla rede de colaboração científica. O objetivo é impulsionar o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas, incluindo o uso de nanomedicamentos, medicina de precisão e técnicas avançadas de edição genética, como o sistema CRISPR.

Foto: Divulgação/ Governo do PiauíPrimeiro instituto de oncologia translacional
Primeiro instituto de oncologia translacional

As pesquisas iniciais serão realizadas em laboratórios da UFPI, utilizando amostras de câncer cerebral para o desenvolvimento de tratamentos personalizados mais eficazes. A iniciativa também conta com a participação de instituições como a Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), o Instituto Federal do Piauí (IFPI), a Fiocruz Piauí e o Hospital São Marcos, referência em oncologia no estado.

Além da produção científica, o projeto prevê investimento na formação de novos pesquisadores. Estão programadas mais de 30 bolsas acadêmicas, abrangendo desde a iniciação científica até o doutorado e intercâmbios internacionais, além de cursos de capacitação para estudantes e profissionais da saúde.

A formalização do apoio da Fapepi ocorreu no dia 27 de março, durante encontro entre pesquisadores e a diretoria da fundação. Para o presidente da instituição, João Xavier, o investimento reforça o compromisso com pesquisas de alto impacto e projeta o Piauí no cenário científico nacional e internacional.

Com a criação do ONCOTTGEN, o estado amplia sua participação em redes estratégicas de pesquisa e fortalece a produção científica voltada ao enfrentamento do câncer, uma das principais causas de mortalidade no país.

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