Câncer de colo de útero pode ser agravado por fatores de risco
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, a doença mata mais de 35 mil mulheres nas américas por ano
O câncer de colo de útero leva a óbito mais de 35 mil mulheres nas américas por ano. Os dados são da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que aconselha a imunização contra o Papilomavírus Humano (HPV).
A diretora clínica e oncologista, Nilshelena Bezerra, explica que o HPV, é o principal causador desse tipo de câncer e aumenta os riscos da doença. "Por ser um vírus sexualmente transmissível, fatores relacionados à história sexual, como tornar-se sexualmente ativa muito cedo, ter múltiplos parceiros ou ter um parceiro de risco (alguém com infecção ativa pelo HPV ou que tenha múltiplas parceiras), aumentam esse risco", disse.

Mas não somente o HPV, pode provocar um câncer de colo de útero. A médica também elenca alguns outros fatores que podem levar a essa condição. São eles: tabagismo, imunodepressão, infecção por clamídia, múltiplas gestações, e a baixa ingestão de frutas e vegetais.
De acordo com a profissional, a enfermidade não mostra sintomas no começo, porém ao progredir é possível notá-los. Alguns são sangramento vaginal anormal, dor pélvica ou durante a relação sexual, pernas inchadas, além de disfunções urinárias e intestinais.
A médica ainda elucida que contraceptivos não previnem totalmente a exposição ao HPV. "O uso de anticoncepcionais orais por longo prazo também está relacionado a um maior risco de câncer de colo uterino. Já o DIU parece diminuir esse risco", explica.
A vacina está liberada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). É disponibilizada para crianças de nove aos quatorze anos, mas pode ser tomada em redes privadas por mulheres até os 45. Os homens também podem ser imunizados, até os 26.
Por Kalita Leão
Câncer de colo de útero
HPV
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