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Especialistas intensificam alerta sobre alimentos durante a Semana Santa

O Ministério da Saúde apontou que, em 2025, o Brasil registrou cerca de 64 mil atendimentos por intoxicação alimentar.

Os especialistas reforçam o alerta para o risco de intoxicação alimentar neste período de Semana Santa, por conta do aumento do consumo de peixes e frutos do mar. O Ministério da Saúde apontou que, em 2025, o Brasil registrou cerca de 64 mil atendimentos por intoxicação alimentar.

Conforme o médico infectologista e clínico geral Nayro Ferreira, professor da Afya Uninovafapi, o primeiro cuidado começa antes mesmo do preparo. “O primeiro passo é ter um bom fornecedor. Tudo passa pela conservação do produto após a pesca. É importante observar o cheiro, a coloração e a consistência da carne do pescado”, orientou.

De acordo com o médico, vários riscos comuns estão dentro de casa. “Ao preparar, é fundamental não deixar o alimento exposto, devido ao risco de contaminação por insetos e ao desenvolvimento de infecções e intoxicações alimentares”, explicou.

Foto: ViagoraMercado do Peixe de Teresina
Mercado do Peixe de Teresina

Segundo o ministério, os sinais da intoxicação podem surgir horas após o consumo e variam de intensidade, dentre os sintomas mais comuns estão mal-estar, náuseas, vômitos e diarreia. O infectologista acrescentou ainda que, dentre os sintomas mais graves, estão a febre e desidratação.

O consumo de pescados também pode desencadear reações alérgicas que costumam ser rápidas e intensas. “As reações alérgicas são mais agudas e surgem logo após o contato com o alimento. Tosse, falta de ar, sensação de sufocamento, manchas pelo corpo e inchaço na língua e na garganta podem ocorrer”, destacou o médico.

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) elaborou um manual de orientação sobre os procedimentos preliminares necessários em casos de decorrência de alergias alimentares.

A Sesapi disponibilizou algumas orientações do que fazer em caso de alergia a frutos do mar.

- Interrompa o consumo imediatamente ao perceber qualquer reação;

- Observe os sintomas: coceira, manchas na pele, inchaço, náuseas ou dificuldade para respirar;

- Em casos leves, o uso de antialérgicos pode ajudar, desde que já haja orientação médica;

- Se houver histórico de alergia grave, utilize a caneta de adrenalina (epinefrina), se disponível;

- Procure atendimento médico imediatamente, principalmente se os sintomas evoluírem;

- Acione o SAMU (192) em situações de urgência, como falta de ar ou desmaio;

- Mantenha a pessoa em posição confortável, sentada ou deitada com as pernas elevadas;

- Não subestime os sinais: reações alérgicas podem se agravar rapidamente.

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