Padre copta é morto no Sinai, e novo grupo islâmico é anunciado no Egito
Morte pode ser o primeiro ataque sectário do país após golpe de Estado. Violência tem marcado confrontos de rua pró e contra a derrubada de Morsi.
Homens armados mataram um padre cristão copta na anárquica região do norte do Sinai neste sábado (6), no que pode ser o primeiro ataque sectário desde a derrubada militar do presidente egípcio Mohamed Morsi, informou a agência de notícias Reuters, citando fontes de segurança.
O sacerdote Mina Aboud Sharween foi atacado no início da tarde enquanto caminhava na região de Masaeed em El Arish. O tiroteio na cidade costeira de El Arish foi um dos vários ataques que se acredita tenham sido perpetrados por insurgentes islâmicos, e que incluem a disparada contra quatro postos de controle militares na região, segundo a Reuters.
O grupo Irmandade Muçulmana, do ex-presidente Morsi, foi ferozmente criticado pelo Papa copta Tawadros, líder espiritual de 8 milhões de cristãos do Egito, por ter dado sua bênção para a remoção do presidente e por ter assistido ao anúncio feito pelo comandante das forças armadas general Abdel Fattah al-Sisi que suspendeu a Constituição.Militares se reúnem.
Em mais um sinal da preocupação de que a instabilidade poderia sair do controle, o presidente interino se reuniu neste sábado (6) com o chefe do exército e com o ministro do Interior - cuja afronta à autoridade de Morsi no início desta semana fez pender a balança contra o primeiro presidente eleito do Egito.
O ministério do Interior informou, segundo a agência de notícias Associated Press, que pelo menos oito policiais foram mortos desde o começo dos protestos anti-Morsi em 30 de junho. Nenhum outro detalhe sobre as mortes foi imediatamente dado.
Novo grupo
Um novo grupo islâmico anunciou sua formação no Egito, chamando a expulsão do exército do presidente Mohamed Mursi de uma declaração de guerra contra a sua fé e ameaçando usar de violência para impor a lei islâmica.
O "Ansar al-Sharia" disse, na sexta-feira, que vai reunir os braços e começar a treinar seus membros, em um comunicado publicado em um fórum online para os militantes na região de Sinai do país e gravado pela organização de vigilância SITE.
O movimento do exército, que foi apoiado por manifestações de massa em todo o Egito, tem levantado temores islamitas que poderiam levar à deserção de grupos oficialmente reconhecidos como a Irmandade Muçulmana, de Mosi, e passar para movimentos mais militantes.
A saída de Morsi já provocou violência. Pelo menos 29 pessoas morreram e islamitas tomaram as ruas do Cairo e de outras cidades na sexta-feira para manisfestar sua ira com o que eles dizem que foi um golpe militar.
Morsi foi eleito presidente no ano passado após uma revolução popular que depôs o ex-ditador Hosni Mubarak.
Agora, o exército nomeou um líder provisório e anunciou um plano de transição sem prazo para eleições. Também prendeu altos membros da Irmandade Muçulmana e fechou estações de televisão islâmicas.
O sacerdote Mina Aboud Sharween foi atacado no início da tarde enquanto caminhava na região de Masaeed em El Arish. O tiroteio na cidade costeira de El Arish foi um dos vários ataques que se acredita tenham sido perpetrados por insurgentes islâmicos, e que incluem a disparada contra quatro postos de controle militares na região, segundo a Reuters.
O grupo Irmandade Muçulmana, do ex-presidente Morsi, foi ferozmente criticado pelo Papa copta Tawadros, líder espiritual de 8 milhões de cristãos do Egito, por ter dado sua bênção para a remoção do presidente e por ter assistido ao anúncio feito pelo comandante das forças armadas general Abdel Fattah al-Sisi que suspendeu a Constituição.Militares se reúnem.
Em mais um sinal da preocupação de que a instabilidade poderia sair do controle, o presidente interino se reuniu neste sábado (6) com o chefe do exército e com o ministro do Interior - cuja afronta à autoridade de Morsi no início desta semana fez pender a balança contra o primeiro presidente eleito do Egito.
O ministério do Interior informou, segundo a agência de notícias Associated Press, que pelo menos oito policiais foram mortos desde o começo dos protestos anti-Morsi em 30 de junho. Nenhum outro detalhe sobre as mortes foi imediatamente dado.
Novo grupo
Um novo grupo islâmico anunciou sua formação no Egito, chamando a expulsão do exército do presidente Mohamed Mursi de uma declaração de guerra contra a sua fé e ameaçando usar de violência para impor a lei islâmica.
O "Ansar al-Sharia" disse, na sexta-feira, que vai reunir os braços e começar a treinar seus membros, em um comunicado publicado em um fórum online para os militantes na região de Sinai do país e gravado pela organização de vigilância SITE.
O movimento do exército, que foi apoiado por manifestações de massa em todo o Egito, tem levantado temores islamitas que poderiam levar à deserção de grupos oficialmente reconhecidos como a Irmandade Muçulmana, de Mosi, e passar para movimentos mais militantes.
A saída de Morsi já provocou violência. Pelo menos 29 pessoas morreram e islamitas tomaram as ruas do Cairo e de outras cidades na sexta-feira para manisfestar sua ira com o que eles dizem que foi um golpe militar.
Morsi foi eleito presidente no ano passado após uma revolução popular que depôs o ex-ditador Hosni Mubarak.
Agora, o exército nomeou um líder provisório e anunciou um plano de transição sem prazo para eleições. Também prendeu altos membros da Irmandade Muçulmana e fechou estações de televisão islâmicas.
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