Corregedor do TJ pede que polícias investiguem ameaças de morte do grupo Irmandade Homofóbica
Na quinta-feira (6), Marinalva registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Repressão às Condutas Discriminatórias. A ameaça aconteceu na terça-feira (4).
O Corregedor Geral de Justiça do Piauí, Desembargador Francisco Antônio Paes Landim Filho, oficiou hoje ao Secretário de Segurança Pública, ao Superintendente da Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República no Piauí, solicitando sejam apuradas as ações que estariam sendo praticadas pelo Grupo Irmandade Homofóbica.
No ofício, o Corregedor Paes Landim considera os fatos gravíssimos e inaceitáveis. “O Estado Democrático de Direito repele a intolerância, o ódio e a violência contra qualquer grupo, seja ele considerado minoritário ou não”, ressaltou o Corregedor.
Marinalva Santana contou que recebeu ameaças de morte desse grupo pela rede social facebook. "Tomamos conhecimento da existência desse grupo dia 19 de fevereiro quando um bilhete com a frase "morte aos homossexuais", escrito por um membro dessa suposta organização foi encontrado no vidro do carro de uma empresária, que emprega vários homossexuais em seu estabelecimento comercial. Eu mesma já fui ameaçada de morte através do facebook".
Na quinta-feira (6), Marinalva registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Repressão às Condutas Discriminatórias. A ameaça aconteceu na terça-feira (4).
"A gente lamenta isso, querem tentar barrar nossa luta, mas não vão conseguir nos impedir", disse a fundadora do grupo Matizes.
Além de oficiar às autoridades, Paes Landim também lançou nota na qual hipoteca "solidariedade e apoio aos integrantes do Grupo Matizes, especialmente, a sua fundadora e servidora do Poder Judiciário do Piauí, Marinalva Santana".
Veja na íntegra a nota
Nota de solidariedade
A Corregedoria Geral de Justiça do Piauí vem a público hipotecar solidariedade e apoio aos integrantes do Grupo Matizes, especialmente, a sua fundadora e servidora do Poder Judiciário do Piauí, Marinalva Santana, face às ameaças que estariam sendo patrocinadas pelo grupo denominado “Irmandade Homofóbica”.
Acrescenta-se, por oportuno que a Corregedoria Geral de Justiça, através do Desembargador Francisco Antônio Paes Landim Filho, já oficiou às autoridades constituídas no Estado do Piauí, solicitando sejam adotadas, com a urgência que o caso requer as providências cabíveis, a fim de que grave violação dos direitos humanos da população de Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais não fique impune.
Teresina, 10 de março de 2013.
Francisco Antonio Paes Landim Filho
Corregedor Geral de Justiça do Piauí
No ofício, o Corregedor Paes Landim considera os fatos gravíssimos e inaceitáveis. “O Estado Democrático de Direito repele a intolerância, o ódio e a violência contra qualquer grupo, seja ele considerado minoritário ou não”, ressaltou o Corregedor.
Imagem: Reprodução
Francisco Antonio Paes Landim Filho
Francisco Antonio Paes Landim FilhoMarinalva Santana contou que recebeu ameaças de morte desse grupo pela rede social facebook. "Tomamos conhecimento da existência desse grupo dia 19 de fevereiro quando um bilhete com a frase "morte aos homossexuais", escrito por um membro dessa suposta organização foi encontrado no vidro do carro de uma empresária, que emprega vários homossexuais em seu estabelecimento comercial. Eu mesma já fui ameaçada de morte através do facebook".
Na quinta-feira (6), Marinalva registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Repressão às Condutas Discriminatórias. A ameaça aconteceu na terça-feira (4).
"A gente lamenta isso, querem tentar barrar nossa luta, mas não vão conseguir nos impedir", disse a fundadora do grupo Matizes.
Além de oficiar às autoridades, Paes Landim também lançou nota na qual hipoteca "solidariedade e apoio aos integrantes do Grupo Matizes, especialmente, a sua fundadora e servidora do Poder Judiciário do Piauí, Marinalva Santana".
Veja na íntegra a nota
Nota de solidariedade
A Corregedoria Geral de Justiça do Piauí vem a público hipotecar solidariedade e apoio aos integrantes do Grupo Matizes, especialmente, a sua fundadora e servidora do Poder Judiciário do Piauí, Marinalva Santana, face às ameaças que estariam sendo patrocinadas pelo grupo denominado “Irmandade Homofóbica”.
Acrescenta-se, por oportuno que a Corregedoria Geral de Justiça, através do Desembargador Francisco Antônio Paes Landim Filho, já oficiou às autoridades constituídas no Estado do Piauí, solicitando sejam adotadas, com a urgência que o caso requer as providências cabíveis, a fim de que grave violação dos direitos humanos da população de Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais não fique impune.
Teresina, 10 de março de 2013.
Francisco Antonio Paes Landim Filho
Corregedor Geral de Justiça do Piauí
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