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Anvisa registra 5 novas canetas de semaglutida para tratar diabetes mellitus tipo 2

A Agência destaca que a sua competência é autorizar o registro de comercialização legal dos medicamentos no Brasil, sem qualquer relação com vendas, alertantando para falsos anúncios de golpistas.

Nesta quarta-feira (29), foram publicadas, no Diário Oficial da União (DOU), duas resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que aprovam o registro de cinco novas canetas de semaglutida. As chamadas canetas emagrecedoras da nova medida são indicadas para o tratamento de pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2, além de ajudar na perda de peso.

Eles devem ser utilizados em complemento à dieta e aos exercícios, quando o uso do medicamento metformina (para diabetes tipo 2 e pré-diabetes) é inapropriado por intolerância do paciente ou contra indicações. A Agência destaca que a sua competência é autorizar o registro de comercialização legal dos medicamentos no Brasil, sem qualquer relação com vendas, apenas visando proteger a saúde pública contra riscos.

Foto: Reprodução/ FreepikUso de canetas emagrecedoras
Uso de canetas emagrecedoras

Os novos produtos injetáveis são:

Owozy - registro concedido para a empresa Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda. (CNPJ nº 31.203.582/0001-37);

Seemasun - registro concedido para a empresa Sun Farmacêutica do Brasil Ltda. (CNPJ: 05.035.244/0001-23);

Zempneo - registro concedido para a empresa Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A. (CNPJ: 05.161.069/0001-10);

Semavy - registro concedido para a empresa Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A. (CNPJ: 61.082.426/0001-26);

Orsema - registro concedido para a empresa Ranbaxy Farmacêutica Ltda. (CNPJ 73.663.650/0003-52).

A Anvisa alerta para falsos anúncios na internet em que golpistas, orientando que o internauta denuncie o golpe à plataforma Fala.BR. A Agência acrescenta em nenhum lugar do mundo está aprovado para uso o medicamento experimental Retatrutida, da farmacêutica Eli Lilly, que atualmente segue em fase de pesquisa.

Apesar de os testes já estarem em fase final, ainda não foram concluídos. A empresa que desenvolve os estudos clínicos sobre a eficácia e os possíveis benefícios da Retatrutida não chegou a solicitar o registro do medicamento à Anvisa ou a qualquer agência reguladora internacional.

Mesmo sem a autorização para ser comercializada, a Retatrutida tem sido vendida ilegalmente por sites e redes sociais na internet. A Agência alerta que os produtos irregulares têm sido apreendidos nas fronteiras brasileiras como contrabando.

O consumo de produtos de origem desconhecida representa perigo, conforme adverte a Anvisa, à exposição a riscos imprevisíveis para a saúde de quem os usa clandestinamente.

No site da Agência é possível acessar a orientações e explicações sobre medicamentos autorizados, importados, experimentais e falsificado.

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