Capitão Allisson Wattson entrou para a Polícia através de ação judicial
O assassino de Camilla reprovou no teste psicológico da Polícia Militar.
O Capitão Allisson Wattsonnamorado e principal suspeito de ter assassinado a estudante de direito Camilla Abreu que estava desaparecida desde a última quarta-feira (25) entrou para a Polícia Militar por meio de uma ação judicial dois anos depois de ter reprovado no exame psicológico, que é uma das etapas do concurso na qual o candidato precisa ser aprovado para fazer parte da PM. “Ele foi incorporado através de um mandado judicial depois de ter reprovado no teste, a justiça foi quem incorporou ele” confirmou a Tenente Coronel Elza.
- Foto: Divulgação
Capitão Allisson Wattson e Camila Abreu
De acordo com a Tenente essa não é a primeira vez que isso acontece e teve uma época em que muitos ingressaram na polícia através de ação judicial, mesmo depois de terem sido reprovados no teste. “Nós reprovamos todos os casos em que constatamos algum problema, que não está de acordo com o edital, nós reprovamos e a justiça geralmente manda incorporar, e nesses casos em que pessoas são incorporadas através da justiça nós geralmente temos problemas, sempre”, relatou Elza.
Durante a sessão desta quarta-feira (01) na Câmara Municipal de Teresina o vereador Major Paulo Roberto, também se pronunciou sobre o caso e manifestou sua indignação através de seu discurso a respeito da situação e do crime cometido por Allison.
“É um absurdo o que aconteceu com esse rapaz, ele não passou no teste psicodélico, ingressou na justiça e a justiça deu o direito dele permanecer nos quadros. No meu pensamento não era só um que deveria pagar por esse crime, nós temos que fazer uma investigação para saber quem é esse juiz que colocou esse cidadão nas fileiras da Polícia Militar do Piauí, quem é o juiz para ir contra o médico?”, declarou o Major.
Paulo Roberto afirmou ainda que mais de 45 policiais militares se encontram na mesma situação que o capitão Allisson, e que muitas mortes irão acontecer devido a essa falha da justiça. “O pior é que nós temos mais de 45 policiais militares que estão na mesma condição. Todos devem ser cassados porque vai morrer mais gente. Como é que o psicólogo diz que o policial militar não tem condição de ficar na corporação e o juiz dá direito daquele louco, daquele cidadão que é doente entre e sirva uma corporação que precisa dar segurança para a comunidade. Esse juiz tem que ser investigado, pois é uma falha da justiça!”, afirmou o Major.
O processo administrativo disciplinar contra o capitão já foi aberto. Allisson Wattson terá 60 dias prorrogados por mais 60 dias, para ser excluído ou não dos quadros da Polícia Militar. A estudante Camilla Abreu estava desaparecida desde a última quarta-feira (25), o principal suspeito era Allison, namorado da vítima, que foi preso ontem (31) pela polícia e confessou o crime na Delegacia de Homicídios e também informou onde se encontrava o corpo da estudante, vítima de feminicídio.
Camilla foi sepultada na manhã desta quarta-feira (01) no cemitério São Tadeu. A família da vítima ainda pede por justiça.
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