Defesa tenta reverter expulsão de Alisson Wattson da PM do Piauí
O advogado Pitágoras Veloso disse ao Viagora que os direitos do seu cliente foram violados e que a governadora em exercício, Regina Sousa, abusou de seu poder.
A defesa do ex-capitão Alisson Wattson entrou, nessa segunda-feira (11), com mandado de segurança com efeito suspensivo no Tribunal de Justiça do Piauí para tentar reverter a expulsão do suspeito de ter assassinado a estudante Camilla Abreu. O advogado Pitágoras Veloso disse ao Viagora que os direitos do seu cliente foram violados.
- Foto: Viagora
Advogado Pitágoras Veloso alega que a expulsão de Alisson da PM é injusta.
A então governadora em exercício Regina Sousa (PT) assinou, no dia 08 de março, a expulsão de Alisson dos quadros da Polícia Militar do Piauí. A exoneração foi publicada ontem (11) no Diário Oficial do Estado. Para Pitágoras Veloso, Regina abusou do seu poder, já que tomou medidas antes do processo judicial ser concluído.
- Foto: Divulgação
Ex-capitão Alisson Wattson encontra-se preso.
“Ela, mesmo sabendo que estava em grau de recurso, excluiu o cidadão e não poderia ter feito isso. Houve abuso de autoridade. Estou tomando as providências legais. O desembargador está pra analisar e vai julgar o mérito. Ela excluiu um servidor ainda sem o processo ter sido concluído pelo Tribunal de Justiça. Uma verdadeira afronta aos direitos fundamentais, aos direitos humanos, e passou por cima de uma ordem judicial que estava com efeito suspensivo”, afirmou o advogado.
Pitágoras contou, ainda, que o ex-capitão não deve ser transferido para o presídio pois a decisão de Regina Sousa está sob análise da Justiça. Porém ele reconhece que isso pode acontecer, mas garante que vai buscar a responsabilização dos que violaram os direitos do seu cliente.
“Eles tudo podem, quem tem o poder pode, porque muitas das vezes passa por cima da lei. Então pronto. Poder eles podem, mas se fizeram, vão responder. Todo mundo vai responder por processo criminal por abuso de autoridade. Todos que ferirem os direitos do capitão Wattson vão responder dentro da lei”, ressaltou.
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