Mulher diz que foi maltratada na Farmácia Popular de Teresina
A Farmácia Popular negou que a denunciante tenha sido maltratada e informou que a beneficiária do programa recebeu o remédio.
Em um vídeo que está circulando nas redes sociais nesta sexta-feira (06), uma mulher chamada Maria dos Remédios relata que foi hostilizada por um funcionário da Farmácia Popular no Centro de Teresina, ao tentar receber o medicamento necessário para tratamento da diabetes. A denunciante afirma que o trabalhador utilizou palavras de baixo calão para referir-se a ela e que fará um Boletim de Ocorrência sobre o caso.
De acordo com a beneficiada, o tratamento durante o atendimento no local sempre foi respeitoso, o problema se apresentou quando Maria dos Remédios tentou receber o medicamento, mas o mesmo estava em falta. Ela explica que não recebeu a senha de praxe e que foi orientada para aguarda o recebimento do remédio.
“Meu nome é Maria dos Remédios, eu recebo medicamento Janumet na Farmácia Popular na David Caldas que é no Centro. Eu sempre recebi lá e fui bem atendida, os funcionários me atendem bem, nós recebemos uma senha para poder receber o medicamento e dessa vez eu fui muito mal tratar, atendida lá. Sem nenhuma explicação o rapaz que me atendeu disse que não precisava de senha e que eu deveria ficar aguardando, pois tinha dado um problema porque faz tempo que o medicamento não estava vindo e por isso tinha dado um problema".
No primeiro atendimento, Maria dos Remédios relatou que o funcionário a teria chamado de “nervosa, agoniada” e afirmou que a mesma não sabia esperar.
“Eu fiquei aguardando, achando estranho e sempre indo atrás para saber porque todos estavam recebendo por senha e eu teria que ficar aguardando e ninguém me explicou. Inclusive da primeira vez ele já veio falando comigo dizendo que eu estava muito agoniada, muito nervosa e que eu não sabia esperar. Ele disse que se já tinha dito que era para esperar eu tinha que esperar e eu fiquei na graça”, relata.
A denunciante relata que foi surpreendida com a conduta do funcionário que teria lhe interpelado e agido com ignorância. Ao reagir a ação seguranças e pessoas do local teriam apartado e resolvido a situação.
“Na segunda vez ele já tinha falado com outra moça e ela me disse ‘eu não estou entendendo porque tem que ter a senha, mas já que ele disse para esperar, espere, porque só ele quem pode resolver, se é com senha ou não. Então eu fiquei esperando e quando ele me chamou, eu pensei que ele estivesse me chamando para entregar o medicamento, mas não. Ele me chamou para botar o dedo da minha cara e me falar: ‘olha sua idiota, sua isso e aquilo, eu não já lhe disse...’, com a maior ignorância do mundo aí o sangue subiu e eu fui para cima dele, ele colocando o dedo em cima de mim e eu em cima dele e ele em cima de mim. Foi quando veio os seguranças e as pessoas que trabalham lá mandando a gente se acalmar, que iria conversar com ele e ele todo tempo querendo vir para cima de mim”, destaca.
Maria dos Remédios que precisa do medicamento e está desempregada, por isso se beneficia pelo programa Farmácia Popular, declarou que foi mal tratada e pretende registrar B.O.
“Então eu achei isso simplesmente um absurdo, nós já passamos pela circunstância de estar doente, desempregada como estou que não tenho nem condição de comprar um medicamento que passa de meses, anos atrasado, sem receber, e quando você vai receber é tratada mal por um cara completamente louco e descontrolado que veio para cima de mim. Então quero fazer essa reivindicação para dizer que as pessoas ainda estão doentes, tem que receber seus medicamentos e ainda são tratadas dessa forma e isso é simplesmente um absurdo. Eu vou registrar queixa no distrito porque ele disse: ‘vai registrar queixa, vai chamar reportagem para tu ver o que vai dar, então um cara que acha que tudo dá em nada e não é assim”, finaliza.
Outro lado
O Viagora entrou em contato com a Farmácia Popular, que através de representante informou que a mulher estava alterada, foi atendida e recebeu o remédio e negou que a denunciante tenha sido maltratada pelo funcionário.
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