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Amigos realizam campanha solidária para ajudar jornalista Eli Lopes em tratamento após AVC

Sem poder trabalhar desde que sofreu o Acidente Vascular Cerebral, a jornalista já utilizou todas as suas reservas financeiras.

A jornalista Eli Lopes, com mais de três décadas de atuação no jornalismo no Piauí, enfrenta atualmente um processo de recuperação. Em janeiro de 2025, ela sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que mudou completamente sua rotina e interrompeu a carreira que construiu ao longo de anos em emissoras de televisão, rádio e jornais.

O episódio ocorreu no dia 28 de janeiro, quando Eli estava em casa após um dia normal de trabalho. “Eu estava me preparando para dormir quando, de repente, me senti mal e tive um AVC”, contou a jornalista em um vídeo divulgado nas redes sociais.

A lesão atingiu o lado esquerdo do corpo, comprometendo o movimento do braço e da perna, além de provocar perda parcial da visão periférica do olho esquerdo. Desde então, atividades simples passaram a exigir esforço e adaptação no dia a dia.

“Esse braço do lado esquerdo e a perna não têm mobilidade. Eu preciso de fisioterapia. Perdi também parte da visão periférica do lado esquerdo, que é o lado da lesão. Às vezes preciso de cadeira de rodas, outras vezes ando de bengala”, relatou.

Mesmo após um ano de tratamento, a recuperação ainda é lenta. A jornalista explicou que segue realizando fisioterapia, mas ainda não recuperou movimentos no braço afetado.

“É uma luta muito difícil, muito árdua, porque ela é muito lenta. Um ano de fisioterapia e ainda não ganhei nenhum movimento no braço esquerdo, ele continua parado”, disse.

A falta de mobilidade também trouxe novas dificuldades na rotina. “Para você ter uma ideia, eu preciso de ajuda até para colocar um brinco, porque é só uma mão que funciona”, afirmou.

Atualmente, Eli realiza reabilitação no Centro Integrado de Reabilitação (CEIR), em Teresina, onde recebe acompanhamento essencial para sua recuperação. No entanto, para avançar no tratamento e aumentar as chances de recuperar a autonomia, ela precisa de terapias e cuidados especializados que estão além de suas condições financeiras.

Além do desafio de saúde, Eli também enfrenta responsabilidades familiares. Ela é mãe de um adolescente de 13 anos e filha de uma idosa de 84 anos, sendo o principal apoio da família.

Sem poder trabalhar desde o AVC, a jornalista já utilizou todas as suas reservas financeiras para manter o tratamento. Mesmo assim, segue determinada a recuperar sua independência.

“Tudo que eu queria era só isso: ter independência, mobilidade, para cuidar do meu filho, da minha casa e voltar a trabalhar normalmente”, afirmou.

Para continuar o processo de reabilitação, amigos e familiares iniciaram uma campanha de solidariedade para arrecadar recursos que ajudem nos custos do tratamento. As doações podem ser feitas por meio da chave PIX 86 99982-9692.

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