Dia da Mulher: protagonismo feminino na Ciência traz desafios e inspiração
As Nações Unidas trazem o tema "Investir nas mulheres: acelerar o progresso", e tem como objetivo destacar a escassez de dinheiro investido em medidas de igualdade de gênero.
Nesta sexta-feira 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher e o tema de 2024 pelas Nações Unidas para 2024 é "Investir nas mulheres: acelerar o progresso", esse tópico tem como objetivo destacar a escassez de dinheiro investido em medidas de igualdade de gênero.
É perceptível o protagonismo feminino em várias áreas, principalmente na ciência, as mulheres têm desempenhado papéis significativos ao longo da história. Desde figuras pioneiras como Marie Curie até cientistas contemporâneas em diversos setores.

“Eu me deparei com um mundo fascinante de possibilidades na ciência”, diz Maria Gabryella, estudante de 18 anos do ensino médio do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) – Campus Coelho Neto.
A estudante relata como desenvolveu o interesse pela ciência ao ingressar no IFMA com programas de iniciação científica e o suporte dos professores: “A combinação das aulas práticas, professores inspiradores e projetos de pesquisa despertaram a minha curiosidade e me fez perceber o impacto positivo que a ciência pode ter na vida das pessoas.”, completa Gabryella.
Já a estudante Lara Oliveira, de 18 anos, descreve como descobriu o gosto pela área.. “Tive a oportunidade de entrar no projeto Meninas e Mulheres na Ciência, eu não sabia muito bem o que acontecia nesse grupo de alunas e quais projetos faziam. Este ano comecei a entrar em tudo que era projeto envolvendo cientista, tecnologia e inovação e simplesmente me apaixonei”, afirma.
O projeto citado por Lara é uma iniciativa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) instituído em 2019 sob a liderança da Unesco e da ONU Mulheres. O evento é realizado em diversos países com atividades que visam dar destaque ao papel e às contribuições das mulheres nas áreas de pesquisa, ciência e tecnologia. “Posso realizar trabalhos diferentes, pesquisa científica e aprimorar cada vez mais os trabalhos na minha escola", explica.

De acordo com Rivânia Lira, doutoranda em Ciência da Saúde e responsável por implantar o projeto no instituto, a escolha de trabalhar com a temática de Meninas na Ciência para pesquisar o impacto da pandemia nas pesquisadoras do Campus Coelho Neto.
“A participação nas Olimpíadas de Meio Ambiente e Saúde foi uma consequência também do reflexo da pandemia, justamente naquele ano teriam um prêmio especial de Meninas Hoje e Cientistas Amanhã, em que submetemos o nosso projeto e fomos agraciadas com o prêmio da primeira edição de Meninas e Mulheres na Ciência afetado pela Fiocruz.”, declarou Rivânia.
Na ciência as dificuldades que as mulheres enfrentam podem ser comparadas à intrincada teia molecular de um polímero, onde cada desafio se entrelaça de maneira sutil. A mestranda em Ciência e Engenharia de Materiais, Ketelly Alves, fala sobre os desafios encontrados durante o percurso.
“A ciência, que deveria ser um campo de liberdade intelectual, ainda carrega consigo as sombras do preconceito de gênero. Em cursos onde a 'preferência masculina' é proclamada, a mulher, lamentavelmente, assume o papel de coadjuvante, frequentemente rotulada como menos intelectual em comparação ao homem”, disse a engenheira.
Segundo Ketelly Alves seus primeiros passos na ciência começaram em 2018, quando ela abraçou a Iniciação Científica na área de cerâmicas avançadas. “Carregamos a responsabilidade de não apenas superar desafios, mas também de pavimentar o caminho para as gerações futuras de cientistas mulheres. Cada prêmio acadêmico conquistado, cada patente depositada, é uma vitória não apenas pessoal minha, mas uma contribuição para demolir quaisquer barreiras”, finalizou.
Meninas e Mulheres na Ciência
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