Viagora

Tia de bebê vítima de tentativa de sequestro na Evangelina Rosa lamenta soltura de acusada

A tia da bebê, Daniela Beatriz, publicou um vídeo em suas redes sociais lamentando o ocorrido.

Nesta quinta-feira (30), Daniela Beatriz, tia da recém-nascida vítima de tentativa de sequestro na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, se pronunciou a respeito da decisão judicial que concedeu liberdade provisória à técnica de enfermagem Auricélia. A acusada teve a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar humanitária.

Através de vídeo publicado nas redes sociais, a jovem afirmou que a família não queria a soltura da técnica de enfermagem, mas que já era esperado.

“A justiça foi essa aí, dela ser solta e estar na sociedade, e como é que a família fica? Ela sabe o endereço, onde a mãe da criança mora. A família fica vulnerável a toda essa situação, e vai trabalhar de novo, porque provavelmente ela vai continuar trabalhando”, disse.

Com indgnação, a tia da bebê declarou que a Justiça deveria estar do lado da família nesta situação. “Como é que a família vai ficar agora? Como é que a criança vai ficar? E eu, a tia da criança? Eu que estive a par e a frente de toda a situação. Como é que a gente vai ficar diante de toda essa situação? A mulher faz tudo isso, foi solta e vai continuar vivendo normalmente. Quem foi que se prejudicou com tudo isso? A família”, finalizou.

Entenda o caso

Nesta quinta-feira (30), a Justiça do Piauí concedeu a técnica de enfermagem Auricélia a liberdade provisória, substituindo a prisão preventiva por prisão domiciliar humanitária.

A técnica é investigada por tentativa de sequestro de um recém-nascido da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, no último dia 06 de julho de 2026.

A acusada foi presa na quarta-feira (8) em uma instituição psiquiátrica na zona Norte de Teresina e o inquérito policial foi concluído no dia 17 de julho deste ano, resultando no indiciamento da profissional.

Segundo o inquérito, a funcionária da maternidade estava de folga e utilizou seu uniforme para conseguir entrar na unidade hospitalar sem levantar suspeitas. Ela teria afirmado à família que levaria a bebê para a realização de exames, mas a técnica de enfermagem colocou a recém-nascida dentro de uma bolsa e tentou deixar o local.

A polícia informou que a tia da criança percebeu a movimentação suspeita e encontrou a bebê dentro da bolsa. A investigação contou com depoimentos de testemunhas, análise de imagens do sistema de videomonitoramento, diligências, bem como produção de provas técnicas e documentais.

Durante diligência na casa da suspeita, as equipes encontraram objetos e um ambiente preparado para receber uma criança, indicando possível planejamento prévio da ação. Também foi constatado, através de dados telemáticos e documentos médicos, que ela simulava uma gestação há vários meses, porém, não estava de fato grávida.

A partir destes fatos, a polícia concluiu que existem indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva do crime. Além da Justiça, o Ministério Público e a Defensoria Pública foram comunicados sobre a finalização do inquérito para adoção das medidas legais cabíveis.

Facebook
Veja também